Perguntar “quanto custa um sistema para ILPI?” parece simples, mas comparar apenas a mensalidade pode produzir uma decisão ruim. O custo real inclui implantação, treinamento, suporte, eventuais migrações, tempo da equipe e o impacto operacional de manter ou substituir processos existentes.
O primeiro componente é a licença. Alguns fornecedores cobram por instituição, outros por número de residentes, usuários, módulos ou faixas de uso. Antes de comparar valores, entenda a unidade de cobrança e o que está incluído.
Depois vem a implantação. Existe taxa inicial? O fornecedor ajuda a configurar usuários, setores, moradores e rotinas? A instituição precisa cadastrar tudo sozinha? Uma mensalidade menor pode ser acompanhada de um esforço inicial muito maior.
Treinamento também tem valor. Se parte da equipe tem pouca experiência digital, materiais de onboarding e orientação podem determinar se o sistema será adotado ou abandonado. Pergunte se treinamento está incluído, em qual formato e para quantas pessoas.
Suporte precisa ser avaliado qualitativamente. Canal de atendimento, horário, tempo de resposta e capacidade de resolver dúvidas operacionais são mais importantes do que a palavra “suporte” em uma tabela comercial.
Considere também o custo de não mudar. Horas gastas procurando registros, conferindo planilhas, repetindo lançamentos, reconstruindo passagem de plantão ou corrigindo falhas têm custo, mesmo que não apareçam em uma fatura. O objetivo do sistema é reduzir parte desse desperdício.
Mas cuidado com cálculos de ROI artificiais. Nem todo benefício é facilmente convertido em reais, e promessas como “economize X%” precisam de dados reais. Faça sua própria estimativa: quantas horas por semana a equipe gasta em tarefas que o sistema realmente reduzirá?
Outro ponto é previsibilidade. Pergunte como funcionam reajustes, módulos futuros, limites de uso, armazenamento, exportação de dados e encerramento do contrato. O preço de entrada não deve esconder custos necessários para operar.
O SIDOSO ainda está estruturando sua política comercial definitiva; por isso, não faz sentido publicar valores inventados. A estratégia inicial é permitir que instituições solicitem uma experiência gratuita de 30 dias, conheçam a ferramenta e avaliem aderência antes da decisão comercial.
Ao comparar propostas, crie uma planilha com quatro colunas: custo recorrente, custo inicial, serviços incluídos e problemas que a solução resolve. Essa visão é muito mais útil do que escolher exclusivamente pela menor mensalidade.